A Ciranda, Festivais

III Thaty Ballet Web Festival

Ontem participamos do III Thaty Ballet Web Festival e ficamos muito felizes e honrados com as premiações, que são a coroação do trabalho que tem sido feito – de uma maneira nova, diferente e repensada durante esse período de isolamento social – e que ainda assim, tem rendido frutos. A prova disso são as premiações nos festivais que estamos participando. Parabéns a todos os bailarinos e coreógrafos e obrigada aos pais por sempre incentivarem (e financiarem) esses nossos talentos.

RESULTADOS

  • 2º lugar – Solo Jazz Mini-baby – Tubarinha – solista: Mayara Bim – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Estilo Livre Mini-baby – Frevo Fofura – solista: Valentina Silva – coreógrafa: Esther Miranda
  • 3º lugar – Solo Jazz Baby – Sol, biquini, água de coco: hoje é dia de praia – solista: Manuela Albors – coreógrafas: Esther Miranda e Julia Nascimento
  • 2º lugar – Solo Estilo Livre Baby – Chuva de alto-astral – solista: Adhara Batmarco – coreógrafa: Esther Miranda
  • 2º lugar – Solo Jazz Infantil – Uma detetive pra lá de charmosa – solista: Janaína Vieira – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 1º lugar – Solo Estilo Livre Infantil – Em busca do coração de Te Fiti – solista: Ana Beatriz Oliveira – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 3º lugar – Solo Hip Hop Infantil – My hair is my strength – solista: Ana Beatriz Oliveira – coreógrafo: Gall Santos
  • 2º lugar – Solo Jazz Infanto-juvenil – Neandertal – solista: Bianca Couto – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Estilo Livre Infanto-juvenil – Entardecer na savana – Eduarda Alves – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 3º lugar – Solo Hip Hop Infanto-juvenil – Feita de pano, ginga e sapiência (compete sozinha) – Genna Cavalcante – coreógrafa: Geovanna Barbosa
  • 2º lugar – Solo Jazz Juvenil – Insurreição de Dandara – solista: Maria Eduarda Hillmann – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 3º lugar – Solo Jazz Juvenil (empate) – Metrópole – solista: Emily Mayumi – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 3º lugar – Solo Jazz Juvenil (empate) – Love of a friendship – solista: Gabriela Siqueira – coreógrafas: Gabriela Siqueira e Gabriela Mariani
  • 3º lugar – Solo Jazz Juvenil – Odoyá – solista: Maria Eduarda Hillmann – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Jazz Sênior – Minha busca – solista: Melissa Rodrigues – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Estilo Livre Sênior – Sem pais, sem paz e sem país – Esther Miranda – coreógrafa: Esther Miranda
  • 2º lugar – Duo Estilo Livre Sênior – Entre cantos, encantos, axés e sabores – solistas: Maria Eduarda Hillmann e Melissa Rodrigues – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 3º lugar – Solo Jazz Adulto – Guerra e Paz – solista: Gabriela Gouvêa – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Hip Hop Adulto – Abolição para quem? – solista: Gall Santos – coreógrafo: Gall Santos
  • 2º lugar – Solo Jazz Master – Angústia – solista: Tayra Vasconcelos – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 1º lugar – Solo Estilo Livre Master – Galopes e devaneios – solista: Tayra Vasconcelos – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
  • 2º lugar – Solo Estilo Livre Master – Nada mais – solista: Amanda Reanho – coreógrafo: Carlos Oliveira
  • 3º lugar – Duo Jazz Mista -Amor que aprisiona, amor que liberta – solistas: Maria Eduarda Hillmann e Gabriel Lyons – coreógrafa: Tayra Vasconcelos

PREMIAÇÕES ESPECIAIS

  • Destaque coreográfico – Abolição para quem?! de Gall Santos
  • Destaque do festival – bailarina – Valentina Silva
  • Vaga (com isenção de taxa) para o Festival de Danzas del Mercosur (na Argentina) – Em busca do coração de Te Fiti – para Ana Beatriz Oliveira
  • Vaga (com isenção de taxa) para o Festival Cáritas – Tubarinha – para Mayara Bim
  • Vaga (com isenção de taxa) para o Festival Cáritas – Entre cantos, encantos, axés e sabores – para Melissa Rodrigues e Maria Eduarda Hillmann
  • Melhor coreógrafa: Tayra Vasconcelos
A Ciranda

A Ciranda no I Web Festival Pavarini Produções

A arte não pode parar! A dança que é arte em movimento, menos ainda. A Pavarini Produções encontrou um jeito lindo de fazer a gente matar a saudade de estar no palco – um Web Festival – super bem organizado, onde cada um mandou seu vídeo (de solistas, para não ter nenhum tipo de contato/contágio), podia ser de apresentações anteriores, com figurino, sem figurino, feito em casa. A ideia era ser um vídeo de uma coreografia e voilá.

O festival ocorreu ontem à noite, por live do Youtube (dá pra ver a transmissão no IGTV da Ciranda também), e ao final, a premiação. Foi lindo, foi surreal, foi emocionante e foi o primeiro festival da Ciranda. De uma maneira pouco convencional, mas com o mesmo carinho, emoção e dedicação envolvidos.

Entramos em quarentena no dia 16 de março. As coreografias que apresentamos nesse Web Festival iriam estrear no dia 21 de março – apenas 5 dias depois do caos se instalar – justamente num festival da Pavarini. Não deu, quis o universo que ficássemos reclusos nos nossos lares. Mas as irmãs Pavarini encontraram uma maneira de fazer a dança acontecer.

E aí está o resultado.

Nós, da Usina das Artes Ciranda, agradecemos muito a participação dos nossos bailarinos e pais por estarem sempre presentes e incentivarem este nosso sonho tão doce e louco de dançar. Obrigada a cada um dos meus solistas, obrigada muito ao menino Gall pela ajuda na produção dos vídeos para envio e parabéns a todos pelo resultado incrível. Amo vocês e morro de orgulho dos meus cirandinhos.

Estamos isolados socialmente, mas a Pavarini Produções deu um jeitinho de fazer a gente matar um pouquinho a saudade de estar num festival de dança, daquele friozinho na barriga, aquela ansiedade pré-palco. Foi lindo, super organizado (como tudo que eles fazem) e foi um grande prazer fazer parte disso.

Estamos todos muito felizes e orgulhosos do resultado desse nosso primeiro festival. A gente não pode se abraçar pra celebrar, mas fizemos online a nossa baguncinha…

Valeu demais, galera, vocês foram incríveis!!!! 🤩🏆👏

ESTILO LIVRE INFANTIL
🥈2º lugar – Entardecer na savana – solista: Eduarda Alves – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
🥉3º lugar – Em busca do coração de Te Fiti – solista: Ana Beatriz Oliveira – coreógrafa: Tayra Vasconcelos

STREET DANCE INFANTIL
🥇1º lugar – Dona de Mim – solista: Geovanna Barbosa – coreógrafa: Geovanna Barbosa

JAZZ INFANTIL
🥇1º lugar – Neandertal – solista: Bianca Couto – coreógrafa: Tayra Vasconcelos

JAZZ JÚNIOR
🥈2º lugar – Insurreição de Dandara – solista: Maria Eduarda Hillmann – coreógrafa: Tayra Vasconcelos
🥉3º lugar – Metrópole – solista: Emily Mayumi – coreógrafa: Tayra Vasconcelos

STREET DANCE AVANÇADO
🥇1º lugar – Amor de Escola – solista: Gall Santos – coreógrafo: Gall Santos

MELHOR BAILARINO DO I WEB SOLISTA PAVARINI PRODUÇÕES
🏆🏵️🏅Gall Santos

Foi isso, gente!!! Estamos felizes demais!!!! ❤ #vempraestaciranda

Reflexões

[Reprodução – Mundo Bailarinístico] Aula de Ballet Online, sim ou não?

Estamos passando por dias difíceis para todos nós. E essa quarentena pegou todo mundo de surpresa, e muitas escolas e plataformas estão oferecendo aulas de ballet online para seus alunos e muitas vezes também para os seus não-alunos. É compreensível que escolas e professores estejam desesperados, afinal, é uma crise que pode fazer com que muitos trabalhos tenham que recomeçar do zero quando tudo isso passar… Porém, é preciso também responsabilidade e cautela.

Existem muitas coisas que podem ser feitas neste período: conteúdos teóricos, sugestões de leituras; assistir filmes, repertórios completos e séries…

Porém, também compreendo que os bailarinos queiram se manter ativos neste tempo ocioso, tanto para ajudar a preencher o vazio quanto para tentar manter seus trabalhos corporais. Mas é essencial trabalhar a consciência de níveis. O que você não está apto a fazer? Sem exageros e euforias. 


Me assusta muito ver tantas professoras e influenciadoras com os pés nas cadeiras, criando barras com vassouras, pois a gente não sabe quem está seguindo esses conselhos do outro lado. E como estamos sem acesso ao ballet, acabamos sendo atraídos por essas aulas online. 

Primeiro, acho importante realçar que tudo isso é em caráter emergencial ❗️ Acho bastante perigoso que uma pessoa pratique ballet em casa, somente com orientação virtual. Entendo que fazer alguns exercícios em casa é aconselhável, mas apenas exercícios básicos, de fácil execução, de alongamento, os que não precisam de barra, os que já tenha aprendido, que está acostumada e sabe fazer sozinha fora da sala de aula.

Nossa arte é pautada por características técnicas específicas e trabalha diretamente com essa técnica aplicada ao corpo para existir. Pode parecer fácil, mas não é. “O ballet clássico não é uma arte autodidata, ele é uma mistura de conhecimentos físicos e técnicos e apenas um professor qualificado pode ensinar a você. O estudo em casa é um complemento do estudo em sala de aula”, disse a Cassia Pires do blog Dos passos da bailarina.

Pode parecer inofensivo tentar aprender com vídeo-aulas, mas isso vai gerar um aprendizado equivocado e sujo de uma técnica que precisa ser lapidada aos poucos e que levamos muito tempo para aprender e aprimorar. Quando falamos de sapatilha de ponta então, essa questão fica ainda mais grave. A bailarina pode se machucar e provavelmente terá um resultado muito longe do satisfatório, bem distante do que caracteriza o ballet clássico.

LEMBREM-SE: se aqueçam (alongar NÃO é aquecer)!

Escolham o melhor espaço. Optem por exercícios menos complexos e espaços maiores, com pisos mais adequados dentro do possível. Cuidem-se! Pois quando tudo isso passar, vocês precisam estar prontos para voltar e tudo que a gente não precisa é de vocês indo ao hospital tratar lesões!

Procure saber a formação do profissional que está te dando dicas! Muitas vezes é alguém sem capacitação que fala de ballet com falsa “propriedade”. Na dúvida do que podem ou não fazer (em casos de conteúdos que não são da sua escola), perguntem para os professores de vocês, ok! Peçam indicações e autorização para eles 😉 

Este post é uma reprodução levemente alterada do post do Mundo Bailarinístico, escrito por Dryelle Almeida.