Reflexões, Teoria da Dança

Eu e a dança – por Emily Mayumi

A dança é essencial para mim porque adquiri milhares de fatores e definições, me despertou conhecimento, interesse de observar e aperfeiçoar movimentos de acordo com o som, a musicalidade e a contagem. Me faz sentir muitas emoções ao mesmo tempo, é desafiadora, e me faz enxergar coisas que eu não sabia que era capaz de realizar.

Procuro esquecer dos problemas, como se dançar fosse a solução para tudo, como seu eu soubesse ali como lidar e me faz sentir bem comigo mesma. Me enche de prazer e curiosidade, sempre com um gostinho de quero mais. Me sinto livre para me abrir com a dança, uma terapia, como se eu escutasse a música e a música soubesse o que se passa na minha cabeça e tocasse direto no meu coração, me acolhesse, me abraçasse. 

Não preciso falar nada, apenas sentir cada batida e mover o meu corpo para me expressar.

E a dança é cheia de surpresas, felicidade, orgulho, leveza, calmaria, paciência.

Penso que quando danço melhoro tudo em mim, por dentro e por fora. Porque a dança nunca me diz não, sou capaz de melhorar o que está a minha volta, de fazer acontecer, mostrar o lado positivo de tudo sempre. Posso fazer coisas que me inspiram, pois a dança me faz continuar, nunca desistir, e saber como errar e seguir. Me ajuda a levantar a cabeça e seguir em frente. 

Também me faz reconhecer a capacidade dos outros, me desperta admiração, me faz enxergar simplicidade e caráter através dos gestos. 

A importância da dança na minha vida, é principalmente o aprendizado que ela deixa todas as vezes que a vemos, ouvimos ou sentimos ela em nosso ser.

Emily Mayumi tem 15 anos, dança desde os 5, e é aluna e professora da Ciranda. Dá aula de Baby-jazz, Jazz Iniciante, Ritmos e Vídeo-clip.

Reflexões, Teoria da Dança

O que é a dança – por Eduarda Alves Valença

 A dança pra mim é uma união entre as pessoas. Ela é importante pra mim porque as pessoas se unem e fazem amizade.

 Hoje, a dança pra mim é importante porque fazer novos amigos é muito legal, e aprender novas culturas, e diversão, e divertimento.

 O amor, a alegria e etc., isso tudo faz parte da dança.

 Também podemos viajar para lugares que nunca conhecemos para dançar.

 Bom a dança pra mim é tudo isso.

 Beijos da Dudinha.

Eduarda Alves Valença tem 10 anos de idade e dança desde os 4 anos. Com a dança já teve oportunidade de viajar para diversos lugares e conhecer diferentes palcos, culturas, línguas e linguagens.

Reflexões, Teoria da Dança

A importância da dança na minha vida – por Esther Miranda

Para compreender o termo “dança” com o sentido que lhe foi dado nesta composição com clareza é necessário ter em mente que todas as modalidades e técnicas tornam-se irrelevantes para a criação desse texto. Atualmente, a dança é o que compõe o meu ser, e não apenas o “ser físico” (corpo e RG – o descritível), mas o meu eu que possui valores. A dança, observando como um todo, me gera a experiência de sentir, criar e aprender.

 Dentro de uma sala com linóleo e som eu sou uma figura moldável para o coreógrafo, dentro dos meus limites, que lentamente e com muito trabalho, vão sendo superados em aulas. 

 Pensando em limites, Nietzsche acredita que dançar é se superar. Sendo assim, eu vejo a dança como uma ferramenta de transcendência, pois há sempre um novo método de organizar meu corpo no espaço trabalhado. Transcende minha relação com o lugar, a mesma relação que se eu estivesse imóvel não seria a mesma.

Essa interação não ocorre só com o espaço, mas com a música também, por que a dança tende a me alinhar com a melodia. E pode existir dança sem música, mas música sem dança é raro, pois até para tocar o instrumento precursor daquele som o músico teve que se desenvolver em um movimento do corpo. 

Portanto, sem anular a importância psicológica, e as amizades feitas no meio artístico e as coisas que aprendi, para mim a dança é a possibilidade de experimentar o mundo de uma forma diferente e única.

Esther Miranda tem 17 anos, é professora de baby jazz no período da manhã na Usina das Artes Ciranda, e também é aluna de Jazz Musical. Dança desde os 8 anos.

Reflexões, Teoria da Dança

A Dança – por Eloísa Gabriel

 Dança para mim é uma arte e uma cultura, eu sinto que eu tô dançando e meu corpo relaxa.

 Às vezes, meu corpo ouve a música e começa a dançar. 

 A dança possibilita fazer novas amizades, a dança não tem limites, qualquer um pode dançar.

 E é também uma diversão.

 Eu amo a dança!!!

Eloísa Gabriel tem 9 anos e dança desde os seis.

Reflexões, Teoria da Dança

A dança e os alunos da Ciranda

“A dança é a linguagem escondida da alma” – Martha Graham

Depois da publicação do texto e da vídeo-aula sobre A dança e o ser humano, nós levantamos esse debate para os alunos da Ciranda, para que eles refletissem sobre o papel da dança na vida do ser humano e na vida deles próprios, e saíram reflexões incríveis que vamos reproduzir por aqui com a autorização dos pais e dos próprios alunos em alguns posts. Espero que vocês gostem de ler os textos das nossas bailarinas cirandeiras tanto quanto nós gostamos de recebê-los.

É um imenso prazer poder compartilhar isso com vocês. ❤

Reflexões

[Reprodução – Mundo Bailarinístico] Aula de Ballet Online, sim ou não?

Estamos passando por dias difíceis para todos nós. E essa quarentena pegou todo mundo de surpresa, e muitas escolas e plataformas estão oferecendo aulas de ballet online para seus alunos e muitas vezes também para os seus não-alunos. É compreensível que escolas e professores estejam desesperados, afinal, é uma crise que pode fazer com que muitos trabalhos tenham que recomeçar do zero quando tudo isso passar… Porém, é preciso também responsabilidade e cautela.

Existem muitas coisas que podem ser feitas neste período: conteúdos teóricos, sugestões de leituras; assistir filmes, repertórios completos e séries…

Porém, também compreendo que os bailarinos queiram se manter ativos neste tempo ocioso, tanto para ajudar a preencher o vazio quanto para tentar manter seus trabalhos corporais. Mas é essencial trabalhar a consciência de níveis. O que você não está apto a fazer? Sem exageros e euforias. 


Me assusta muito ver tantas professoras e influenciadoras com os pés nas cadeiras, criando barras com vassouras, pois a gente não sabe quem está seguindo esses conselhos do outro lado. E como estamos sem acesso ao ballet, acabamos sendo atraídos por essas aulas online. 

Primeiro, acho importante realçar que tudo isso é em caráter emergencial ❗️ Acho bastante perigoso que uma pessoa pratique ballet em casa, somente com orientação virtual. Entendo que fazer alguns exercícios em casa é aconselhável, mas apenas exercícios básicos, de fácil execução, de alongamento, os que não precisam de barra, os que já tenha aprendido, que está acostumada e sabe fazer sozinha fora da sala de aula.

Nossa arte é pautada por características técnicas específicas e trabalha diretamente com essa técnica aplicada ao corpo para existir. Pode parecer fácil, mas não é. “O ballet clássico não é uma arte autodidata, ele é uma mistura de conhecimentos físicos e técnicos e apenas um professor qualificado pode ensinar a você. O estudo em casa é um complemento do estudo em sala de aula”, disse a Cassia Pires do blog Dos passos da bailarina.

Pode parecer inofensivo tentar aprender com vídeo-aulas, mas isso vai gerar um aprendizado equivocado e sujo de uma técnica que precisa ser lapidada aos poucos e que levamos muito tempo para aprender e aprimorar. Quando falamos de sapatilha de ponta então, essa questão fica ainda mais grave. A bailarina pode se machucar e provavelmente terá um resultado muito longe do satisfatório, bem distante do que caracteriza o ballet clássico.

LEMBREM-SE: se aqueçam (alongar NÃO é aquecer)!

Escolham o melhor espaço. Optem por exercícios menos complexos e espaços maiores, com pisos mais adequados dentro do possível. Cuidem-se! Pois quando tudo isso passar, vocês precisam estar prontos para voltar e tudo que a gente não precisa é de vocês indo ao hospital tratar lesões!

Procure saber a formação do profissional que está te dando dicas! Muitas vezes é alguém sem capacitação que fala de ballet com falsa “propriedade”. Na dúvida do que podem ou não fazer (em casos de conteúdos que não são da sua escola), perguntem para os professores de vocês, ok! Peçam indicações e autorização para eles 😉 

Este post é uma reprodução levemente alterada do post do Mundo Bailarinístico, escrito por Dryelle Almeida.

Reflexões

Eu louvo a Dança

Eu Louvo a Dança,
Pois ela liberta as pessoas das coisas,
Unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança
Que requer muito empenho,
Que fortalece a saúde, o espírito iluminado
E transmite uma alma alada.
Dança é mudança do espaço, do tempo,
Do perigo contínuo de dissolver-se
E tornar-se somente cérebro, vontade ou sentimentos.
A Dança requer o homem libertado,
Ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem
Todo ancorado em seu centro
Para que não se torne, pelos desejos desregrados,
Possesso de pessoas e coisas,
E arranca-o da demonia de viver trancado em si mesmo.
Oh Homem, aprende a Dançar!
Caso contrário, os anjos não saberão
O que fazer contigo!

(Santo Agostinho)